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	<title>ariano suassuna Archives - São Paulo</title>
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		<title>Ariano Suassuna morre aos 87 anos em Recife</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cooler Conteúdo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2014 17:28:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[ariano suassuna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vitimado pelas complicações de um AVC, escritor deixa obra sobre a história do povo brasileiro inacabada.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Morreu ontem em Recife, aos 87 anos, o escritor paraibano Ariano Suassuna. Após ter sofrido um AVC na segunda-feira, o autor de &#8220;O Auto da Compadecida&#8221; não resistiu a uma parada cardíaca provocada pela hipertensão intracraniana, segundo informações do Real Hospital Português.</p>
<p>Nascido em 16 de junho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, capital da Paraíba, Ariano Suassuna era filho de Cássia Vilar e João Suassuna. o escritor teve o pai assassinado no Rio de Janeiro durante a revolução de 30. Conflito que começou com o assassinato do governador de Recife, o paraibano João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque, evento que ocasionou a troca do nome da capital.</p>
<p>Foi entre 33 e 37 em Itaperoá, interior da Paraíba, que Ariano Vilar Suassuna assistiu pela primeira vez uma apresentação de mamulengos e um desafio de viola. Duas influências que marcaram a produção teatral do escritor.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-6028" src="https://sao-paulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Ariano-Suassuna-ecrevendo.jpg" alt="autógrafo de ariano suassuna" width="600" height="402" srcset="https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Ariano-Suassuna-ecrevendo.jpg 600w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Ariano-Suassuna-ecrevendo-300x201.jpg 300w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Ariano-Suassuna-ecrevendo-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>No início da década de 40, após escrever seu primeiro conto com 12 anos, Suassuna começa a ter seus textos publicados nos jornais de Recife. Em 1946 entra na Faculdade de Direito, onde mais tarde fundaria com Hermilo Borba Filho, o Teatro do Estudante de Pernambuco. Nos três anos seguintes, Ariano Suassuna escreve suas três primeiras peças.</p>
<p>Formado em 1950, passa a equilibrar a vida de advogado com a de escritor. Com uma produção intensa, Ariano Suassuna chega a sua obra de maior sucesso em 55, com &#8220;O Auto da Compadecida&#8221;. No ano seguinte abandona a advocaciapara lecionar na Universidade Federal de Pernambuco. Em 1957 casa-se com Zélia de Andrade Lima, sua companheira de toda a vida, com quem teve seis filhos.</p>
<p>Em 1959 concretiza nova parceria com Hermilo Borba Filho para fundar o Teatro Popular do Nordeste. Entre 1967 e 74, Ariano Suassuna se tornou membro fundador do Conselho Federal de Cultura, participou do Conselho de Cultura Estadual e foi diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE. Ainda nos anos 70 iniciou o Movimento Armorial, projeto que pretendia valorizar todos os aspectos da cultura nordestina. Com a trilogia &#8220;O Romance d’A Pedra do Reino&#8221;, &#8220;O Príncipe do Sangue que vai-e-volta&#8221; e &#8220;História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana&#8221;, Ariano Suassuna criou o “romance armorial-popular brasileiro”.</p>
<p>Secretário de Educação e Cultura do Recife, entre 75 e 78, Suassuna era doutor em História pela UFPE e foi professor por mais de 30 anos, ensinando Estética e Teoria do Teatro, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira.</p>
<p>Em 1989 Ariano Suassuna foi eleito para a cadeira de nº 32 da Academia Brasileira de Letras, o escritor integrou também as academias paraibana e pernambucana. Em 2000, tornou-se doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte.</p>
<figure id="attachment_6029" aria-describedby="caption-attachment-6029" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-full wp-image-6029" src="https://sao-paulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Aula-Espetáculo-com-Ariano-Suassuna.jpg" alt="dança em aula-espetáculo de ariano suassuna" width="600" height="423" srcset="https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Aula-Espetáculo-com-Ariano-Suassuna.jpg 600w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Aula-Espetáculo-com-Ariano-Suassuna-300x211.jpg 300w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Aula-Espetáculo-com-Ariano-Suassuna-150x105.jpg 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-6029" class="wp-caption-text">Aulas-espetáculo incluiam dança e música. Foto por portaljpnoticias.com</figcaption></figure>
<p>Atualmente Suassuna dividia-se entre as aulas-espetáculo e a criação de um romance de proporções monumentais, que já durava três décadas. Nas aulas, continuava o projeto armorial, dissecando não só a cultura nordestina, mas a brasileira também. Faziam parte do espetáculo de Ariano Suassuna as origens ibéricas, a tradição dos violeiros, dos cantadores, das rabecas e os cordéis. Em o que ele chamava de &#8220;o livrão&#8221; pretendia contar a história do povo brasileiro a partir da ótica das etnias fundamentais do país: um português, um índio, um negro e um semítico, em referência aos árabes e judeus.</p>
<p>A história do escritor retrata sua importância dentro da cultura brasileira e apresenta um homem tão grande quando a obra inacabada que resumiria mais de 500 anos de história nacional. Ariano Suassuna era uma celebração ao povo brasileiro.</p>
<p>Fonte: Academia Brasileira de Letras</p>
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