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	<title>mães de maio Archives - São Paulo</title>
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		<title>Movimento Mães de Maio consegue audiência pública com Geraldo Alckmin</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2015 16:53:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[audiência pública com Geraldo Alckmin]]></category>
		<category><![CDATA[mães de maio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Movimento que busca punição do Estado e de policiais por crimes de maio de 2006 tem audiência com governador.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Movimento Mães de Maio conseguiu obter uma <strong>audiência pública com Geraldo Alckmin</strong> (PSDB), governador de São Paulo, o comandante-geral da Polícia Militar, Ricardo Gambaroni, e o delegado-geral da Polícia Civil, Youssef Abou Chahin, sobre os 505 assassinatos ocorridos entre 12 e 20 de maio de 2006. A ordem foi expedida pelo Conselho Nacional do Ministério Público, que busca esclarecimentos sobre ação da polícia após os atentados cometidos pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-8946" src="https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/maes-de-maio-alckmin.jpg" alt="reivindicando desarquivamento as maes de maio terão audiencia publica com geraldo alckmin" width="600" height="400" srcset="https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/maes-de-maio-alckmin.jpg 600w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/maes-de-maio-alckmin-300x200.jpg 300w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2015/03/maes-de-maio-alckmin-150x100.jpg 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>Em meio a um caos que deixou 90 ônibus queimados na capital e na região metropolitana e que registrou rebeliões simultâneas em 73 presídios e nove cadeias públicas da capital, o PCC aterrorizou não apenas São Paulo, mas diversas outras capitais do país. Sem saber como reagir, a polícia paulista repreendeu civis e acabou assassinando pessoas que não estavam relacionadas a facção criminosa. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, da Ong Conectas Direitos Humanos e do Laboratório de Análises da Violência da UFRJ, além dos 505 assassinatos de civis, houveram outros 59 agentes públicos mortos e mais 110 feridos e 30 desaparecidos. O único dado oficial é de 124 “autos de resistência”.</p>
<p>Na audiência pública com Geraldo Alckmin o objetivo será batalhar pelo desarquivamento do caso. Diante da ineficiência do Governo do Estado de São Paulo, as Mães de Maio querem a federalização dos chamados “crimes de maio” e a reabertura das investigações, pedido feito pelo grupo em setembro do ano passado, após não obter resposta sobre a mesma questão em ofício feito ao procurador-geral da República. Uma das conquistas do Movimento foi a cartilha de enfrentamento à morte decorrente de intervenção policial, que orienta MPs em todo o Brasil na investigação de autos de resistência. Na espera pela federalização do caso desde 2010, as Mães de Maio denunciaram a situação à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) no último dia 21. Elas esperam uma investigação da Polícia Federal acompanhada pelo Ministério Público nacional.</p>
<p>Também devem participar da audiência pública com Geraldo Alckmin o procurador-geral de Justiça do Estado, Márcio Fernando Elias Rosa, que comprometeu-se a facilitar o diálogo com o novo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes. Estarão representados ainda, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o MPF-SP, a Corregedoria Geral de Justiça e o Tribunal de Justiça de São Paulo. Outras entidades como o Programa de Direitos Humanos de Harvard, o Núcleo de Estudos da Violência da USP e duas ONGs anunciaram presença na audiência do dia 7 de abril na Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo, no centro da capital paulista.</p>
<h2>Mães de maio querem desvendar crimes em audiência pública com Geraldo Alckmin</h2>
<p>Entre as respostas a serem exigidas na audiência pública com Geraldo Alckmin é o arquivamento dos ocorridos em maio de 2006. Mesmo com a recomendação da reabertura dos processos arquivados e de assistência psicológica e indenização administrativa às vítimas ou familiares deferida pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência em julho de 2013, que reconheceu uso de abusivo de força pelas polícias paulistas, o Governo de São Paulo continuou a defender o arquivamento e ainda criticou o órgão federal.</p>
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