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	<title>sirius Archives - São Paulo</title>
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		<title>Acelerador de partículas brasileiro será inaugurado em Campinas em 2018</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2015 16:34:47 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Acelerador de partículas brasileiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto ambicioso dará destaque ao país em pesquisa.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Sirius é o nome do novo <strong>acelerador de partículas brasileiro</strong> produzido no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais), em Campinas. Um círculo com 235 metros de diâmetro, marca a posição do equipamento que custará R$ 1,3 bilhão e será financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Fapesp &#8211; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.</p>
<p>Quando comparado com o famoso LHC, de 8,6 km de diâmetro, as dimensões do acelerador de partículas brasileiro são modestas. Acontece que o Sirius faz parte de uma outra categoria. O seu trabalho não é produzir colisões entre partículas, mas gerar um tipo especial de radiação, chamada de síncrotron.</p>
<p>Os raios de luz síncrotron são utilizados para produzir imagens de alta definição em técnicas de análise estrutural de materiais e moléculas. Uma das empresas que requer a tecnologia é a Petrobras, que necessita do mapeamento para o manejo de equipamentos de exploração e análise de rochas a serem perfuradas. O acelerador de partículas brasileiro também estará disponível para o estudo de proteínas, fármacos, análise de solo, produtos da agroindústria e até ligas metálicas. Empresas privadas terão que pagar para utilizar o espaço dos laboratórios.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-8317" src="https://sao-paulo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/sirius-campinas.jpg" alt="acelerador de partículas brasileiro sirius em campinas" width="600" height="302" srcset="https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/sirius-campinas.jpg 600w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/sirius-campinas-300x151.jpg 300w, https://www.saopaulo.com.br/wp-content/uploads/2015/01/sirius-campinas-150x75.jpg 150w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /></p>
<p>A única potência equiparável à do Sirius será a do projeto sueco MAX IV, também em construção. O que coloca o acelerador de partículas brasileiro à frente em sua categoria é a baixa emitância. Ao contrário do seu predecessor brasileiro UVX, que tem emitância de 100 nanômetros-radianos (nm.rad), o Sirius terá raios de luz síncrotron com apenas 0,27 nm.rad, o equivalente a 0,5 micrômetro de largura ou 0,5% de um fio de cabelo. As dimensões reduzidas dessa radiação permitem que os raios cruzem longas distâncias sem se dispersar, como o laser, porém permitindo que seja possível sondar objetos pequenos com muito mais resolução. Essa qualidade toda está ligada também a grande produção de fótons, partículas de luz comum que ajudarão na observação detalhada das substâncias analisadas, até então opacas para o UVX.</p>
<h2>Acelerador de partículas brasileiro para o mundo</h2>
<p>Operando há 18 anos, o UVX levou 10 para ser construído e foi todo esse tempo que trouxe o conhecimento para que o novo acelerador de partículas brasileiro pudesse ser construído. Quando ficou pronto o UVX era um equipamento de segundo linha, no entanto, o Sirius é, e será o melhor em sua categoria também em 2018. Isso permite planejar colaborações entre países para o aproveitamento internacional dos recursos do acelerador de Campinas.</p>
<p>Com as obras iniciadas a três semanas, metade dos recursos serão destinados ao prédio que abrigará o novo acelerador de partículas brasileiro. Entre as exigências para os mais de 500 metros de circunferência, está a impossibilidade do piso contrair imperfeições maiores do que 0,25 mm por ano. Sob pena de atrapalhar o funcionamento da máquina. Mas nem dificuldades como essa devem abalar o projeto, que será produzido e desenvolvido através de empresas e tecnologias nacionais.</p>
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